Escola em Criciúma - SC utiliza sites educativos para portadores de necessidades especiais

Uma professora em Criciúma/SC, tenta unificar suas turmas com alunos portadores de necessidades especiais, aliando tecnologia, jogos e conhecimento.

A alfabetização é um momento de extrema importância para os estudantes. Sem o domínio da escrita, nossa interação atravessa alguns obstáculos. Entretanto, devemos considerar que muitos alunos portadores de necessidades especiais apresentam certas dificuldades específicas em aliar letras e palavras com objetos concretos. Todos possuem capacidade e especificidades.
Em muitos casos, os estudantes avançam nas turmas e possuem dificuldades para aplicar os conhecimentos em situações cotidianas.
Pensando nisso, a professora Samira Fabro, da Escola Jardim Itália (Criciúma - SC) utiliza em suas aulas de sexto a oitavo ano, na disciplina de Geografia, sites educativos como o "Pé de Vento" (disponível em http://pedevento1.educopedia.com.br).

Esta plataforma tem como objetivo inserir os discentes num jogo de aventura , com personagens e histórias, aliando o subjetivo com o objeto real.
Segundo o site "Atividades Educativas", o site contém "diversos conteúdos pedagógicos (Matemática, Português, Ciências e outras áreas) para você aprender e se divertir, tendo como plano de fundo uma linda história". Como o site é interativo, é algo que instiga os discentes.
A educadora afirma que costuma reunir os seus alunos no laboratório de informática da Unidade Escolar, juntando duplas e avançando nos joguinhos. O laboratório de informática contém 18 computadores, logo, de acordo com a quantidade de alunos nas turmas, os mesmos podem se agrupar ou realizarem as atividades de modo individual. Porém, o foco são nos trabalhos em duplas.
Além de despertar o senso de coletividade, Samira afirma que "os jogos possuem muitos recursos visuais, estimulando alunos com dificuldades de aprendizagem. Os educandos que possuem maior facilidade de aprendizagem ajudam o seu colega".
O aluno Gustavo, 12 anos, aluno de uma turma de sexto ano, diz que "ajudar meus colegas me faz sentir útil". Ele gosta muito de auxiliar os seus colegas nos jogos, inclusive, se aproximou de A., um aluno da mesma turma que possui deficiência mental moderada. "A gente aprende e se diverte muito nos jogos, geralmente na sala de aula não conversava muito com o A."
A colaboração é uma palavra-chave do projeto da professora, despertando o senso de coletividade.